O pensamento epidemiológico evolutivo sobre as infecções
Título
O pensamento epidemiológico evolutivo sobre as infecções
Autor
Oswaldo Paulo Forattini
Descripción
O objetivo do trabalho é analisar os principais aspectos dos conhecimentos epidemiológicos atuais sobre o estado evolutivo das infecções. Os organismos que constituem a biosfera formam sistemas dinâmicos que abrangem todo o planeta. Tais relacionamentos podem ser variáveis em intensidade. Alguns limitam-se à superfície orgânica, enquanto outros chegam à intimidade do genoma. Portanto, há de se concluir que o parasitismo constitui fenômeno muito comum na natureza. Os parasitos infectantes comunicam-se mediante mecanismos variados. Entre eles, reconhece-se a existência de intercâmbio gênico mediante a troca de segmentos de DNA. Assim, as comunidades parasitárias não vivem isoladamente, mas estabelecem interconexões. O processo de internação objetiva a entrada do parasito no meio intracelular. E isso dá-se desde a fagocitose, manipulada pelos agentes infecciosos, até meios mais sofisticados como a elaboração de pilli. Para abandonar esse ambiente intracelular, alguns recorrem à apoptose. Este fenômeno, de comando genético, chega à especialização de destruir os macrófagos. Aceita-se, atualmente, que o DNA, sob a forma molecular, poderá circular na corrente sangüínea constituindo os denominados infectrons. Isso permite criar a hipótese sobre a existência de redes que, formadas principalmente por estes elementos, permitem a co-adaptabilidade entre o parasito e o organismo parasitado. Concluiu-se que há uma co-evolução entre o organismo hospedeiro e o do parasito, propiciando o surgimento de novas entidades mórbidas.
Fecha
2002
Materia
Adaptação, Apoptose, Infectrons, Relações hospedeiro-parasita, coevolução, ecología
Identificador
10.1590/s0034-89102002000300001
Fuente
Revista de Saúde Pública
Editor
Universidade de São Paulo
Cobertura
Public aspects of medicine
Colección
Citación
Oswaldo Paulo Forattini, “O pensamento epidemiológico evolutivo sobre as infecções,” SOCICT Open, consulta 18 de abril de 2026, https://www.socictopen.socict.org/items/show/20114.
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