Quilombolas, japoneses e o “macaco” Jupará em roças de quase tudo no Sul da Bahia, Brasil

Título

Quilombolas, japoneses e o “macaco” Jupará em roças de quase tudo no Sul da Bahia, Brasil

Autor

Eduardo M. Guimarães

Descripción

Neste artigo, reflete-se sobre os sistemas de policultivo existentes no Baixo Sul da Bahia, tendo em vista a sua importância na sustentabilidade da agricultura e, sobretudo, na sua vinculação com processos identitários. Na região, a principal atividade econômica é a agricultura, desenvolvida em pequenas áreas denominadas roças, onde predominam cultivos extremamente diversificados. O objetivo principal do estudo é descrever este modelo agrícola — conhecido como “plantar misturado” — desenvolvido por indígenas, escravizados fugitivos de grandes plantações e seus descendentes na região denominada Empata Viagem (Baixo Sul da Bahia, Brasil). Nos marcos do processo de modernização da agricultura, concebido para superação do atraso do meio rural, uma verdadeira amnésia histórica torna invisíveis esses sistemas agrícolas. Nas pesquisas agronômicas, agricultores japoneses sintetizam o novo, o inesperado e, mesmo, o inusitado, pois embora tenham chegado à região em meados do século XX se destacam como “inventores” dos sistemas de policultivo. O epílogo da epopeia fica a cargo do Jupará, animal, supostamente, responsável pelo plantio das primeiras roças de cacau do Sul da Bahia.

Fecha

2019

Materia

Cacau, Quilombolas, migrantes japoneses

Identificador

10.14195/2182-7982_36_9

Fuente

Antropologia Portuguesa

Editor

Coimbra University Press

Cobertura

Anthropology, Ethnology. Social and cultural anthropology

Archivos

https://socictopen.socict.org/files/to_import/pdfs/16f59eef22646c048902bc01ab21e656.pdf

Citación

Eduardo M. Guimarães, “Quilombolas, japoneses e o “macaco” Jupará em roças de quase tudo no Sul da Bahia, Brasil,” SOCICT Open, consulta 16 de abril de 2026, https://www.socictopen.socict.org/items/show/21764.

Formatos de Salida

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